MINIMALISMO: UM ESTILO QUE VAI ALÉM DA DECORAÇÃO.

O QUE É?

 

O minimalismo não é coisa dos nossos tempos. O termo, criado no início do século XX, traduzia movimentos artísticos e culturais em que os artistas usavam o mínimo de elementos em suas criações.

 

Depois, nos anos 1980, o conceito passou a ser adotado por arquitetos, decoradores e designers inspirados pela cultura japonesa e pela arte do Zen, que celebra a liberdade e o essencial da vida.

 

A partir daí, a expressão “menos é mais” se popularizou.

 

 

MINIMALISMO COMO ESTILO DE VIDA

De lá para cá, o minimalismo manteve-se fiel aos seus princípios: é preciso livrar-se de tudo o que é desnecessário e supérfluo para encontrar a essência das coisas.

 

Mais: o estilo saiu do mundo das artes, cultura, arquitetura e decoração e se tornou um movimento mundial, traduzido em um estilo de vida, e que ganhou visibilidade após o lançamento do longa-metragem Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes, criado pelos escritores Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus.

 

Na visão dos dois, o minimalismo é uma forma de romper com a cultura do consumo, que muitas vezes influencia nossas escolhas.

 

Ou seja, o estilo permite se desintoxicar dos excessos da vida, mantendo apenas bens indispensáveis para a saúde e a felicidade. O resultado é mais leveza no dia a dia, mais tempo e espaço para focar em relacionamentos, aprendizados e experiências.

 

Porém, é importante frisar: o movimento não vê nada de errado em ter bens materiais. O problema é quando eles ganham protagonismo exagerado em nossas vidas.

 

Algumas dicas para viver o minimalismo no dia a dia

 

– Identifique o que é essencial. Analise sua casa, quarto, despensa, guarda-roupa: o que é supérfluo ali?

 

– Desapegue. Descarte tudo aquilo que não tem mais uso, ou dê outro uso àquilo que você não utiliza mais.

 

– Reflita. “Realmente preciso desse produto?”, “Posso substituir esse item por algo que eu já tenho?”.

 

– Fique offline. Assim você consegue realmente apreciar o que acontece ao seu redor.

 

– Alimente-se de forma saudável. Os benefícios não se estendem apenas ao físico, mas ao mental e psíquico também.

 

– Planeje. Para não comprar nada por impulso, seja no supermercado ou quando for às compras, faça uma lista.

 

– Adote o “tempo de qualidade”. Seja o almoço com colegas de trabalho, uma tarde ou jantar em família, viva integralmente esse momento.

 

– Foque no essencial. Aposte naquilo que faz você melhor e mais feliz, ainda que isso exija mudar sua rotina ou seu jeito de viver.

 

– Organize o espaço físico. Assim é possível perceber o que já se tem e o que realmente faz falta.

 

– Organize a mente. Crie listas de tarefas diárias e semanais.

 

– Incentive família, amigos, colegas a adotar uma vida mais minimalista também. Quando estamos rodeados de pessoas com hábitos semelhantes, a mudança no estilo de vida é mais fácil de realizar.

 

 

MINIMALISMO NA ARQUITETURA E DECORAÇÃO

 

Para adeptos do minimalismo, a casa e sua decoração são uma extensão do próprio estilo de vida.

 

Na arquitetura, a regra é adotar linhas retas e formas geométricas, sem rebuscamento.

 

Já na decoração, o minimalismo pode ser resumido a três diretrizes: cores neutras, móveis funcionais e poucos objetos.

 

Algumas dicas para adotar o minimalismo na decoração

 

– Apostar no design industrial e com elementos naturais é um bom caminho. Para isso, invista em materiais e elementos como couro, madeira, ferro, cimento queimado e tijolos à vista.

 

– O conforto também deve estar presente. Utilize tapetes, madeira e tecidos que criam uma atmosfera leve e equilibrada, sem excessos.

 

– Como acabamento, opte por revestimentos em madeira, porcelanato ou cimento queimado.

 

– Os ambientes devem ser claros, arejados e sem poluição visual

 

– Um espaço minimalista deve ser bem iluminado. Para isso, opte por lâmpadas LED bem distribuídas, e luminárias com design arrojado, em cor clara.

 

Paredes brancas ou em tons claros, como o off-white e o bege, também ampliam e iluminam o espaço.

 

– Nas paredes claras, invista em poucos elementos decorativos, pontuais, em cor viva ou escura, como preto e grafite. A ideia é não ter poluição visual.

 

– Opte por móveis em design simples, sem muitas texturas, estampas ou cores e em materiais como madeira, couro ou ferro.

 

– Apostar na organização é fundamental, pois evita poluição visual. Por isso, nada de bagunça exposta.

 

 

Fontes

_fashionbubbles.com

_revistarua.pt

_zmagazine.com.br

_blogdaarquitetura.com